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quarta, 27 de outubro de 2021

quinta, 26 de agosto de 2010

Reflexões turísticas e econômicas

Começamos o ano de 2006 com grandes perspectivas – principalmente no que se refere a políticas públicas, afinal em ano de eleição já é sabido que se tem menos tempo de articulação política, planejamento e execução. Os projetos que estão sendo realizados precisam ser terminados e os resultados apresentados, de preferência a tempo de serem lembrados na campanha política. Após o período eleitoral o país respira “novos ares” e se traçam “novos” horizontes.

O Governo Federal apesar do péssimo panorama com que nos brindou, neste ano de 2005, tem conquistas que merecem ser destacadas na área de políticas públicas de turismo. Conquistas efetivas na estruturação de uma marca Brasil, posicionamento agressivo de mercado, incentivo maciço na estruturação de roteiros turísticos integrados, qualificação de produtos e serviços turísticos. Enfim, o turismo deu as caras no país com status de economia forte.

O respeito já foi conquistado e se percebe isso com a crescente profissionalização de publicações e periódicos que refletem a necessidade de uma nova demanda formada por profissionais de áreas específicas do turismo. Agora é o momento mais difícil do mercado – é o momento de se consolidar produtos e sair do lugar comum. Exige conhecimentos técnicos e específicos, planejamento, organização e mensuração constante de resultados para garantir aos produtos e destinos longevidade saudável.

O ano de 2005 fechou com os cruzeiros e os grandes resorts em alta – revelando um perfil de consumidor que busca novidades com alto nível de requinte. Resultado provocado pelo antagônico avanço silencioso da inflação e baixa do dólar – afinal se por um lado os brasileiros perderam poder de compra, por outro as viagens internacionais ficaram mais acessíveis a uma camada da população. Camada esta que movimentou alguns milhões na temporada passada e promete continuar a movimentar neste verão. Apesar da relativa baixa do dólar o turista estrangeiro também aqueceu a economia, principalmente, no nordeste brasileiro onde os cenários paradisíacos são um forte apelo.

Na contextualização do mercado é importantíssimo ressaltar que o turista brasileiro também amadureceu e aprendeu a escolher melhor seu destino, familiarizou-se com os roteiros turísticos e, aos poucos, está inserindo em seu cotidiano o hábito de conhecer seu próprio país. Obviamente, esse amadurecimento exige maior criatividade, profissionalismo e seriedade dos agentes de viagens – daí o surgimento e fortalecimento de selos, certificações e guias de qualidade no turismo.

O mercado está em ebulição – empreendimentos abrindo outros fechando, novos cursos superiores de turismo, abertura de novas vagas de emprego, investimentos públicos e privados de grande porte. A meta é a conquista de novos clientes – a expansão dos negócios! Porém é importante salientar que nessa angústia por novas divisas é comum que se esqueçam dos clientes já conquistados. A fidelização ainda não é uma prática constante no turismo e carece de ferramentas e direcionamento.

É preciso que se tenha cuidado e respeito com os clientes conquistados e se busque encanta-lo o máximo possível, afinal ele é o principal meio de divulgação dos produtos e serviços turísticos. Podendo realizar uma propaganda positiva ou negativa – lembrando que a negativa tem um efeito muito mais prolongado e devastador. Apesar desse conceito já ser amplamente divulgado ainda assim não se tem o devido respeito e valorização aos clientes conquistados – ao que parece as empresas se esquecem de que a conquista é a parte mais fácil. Como em um casamento o difícil é manter o brilho da descoberta, o espírito de aventura (com segurança).

As cartas já foram dadas e o jogo é para profissionais. Empreendedores e empreendimentos que saibam efetivamente o significado do turismo e da arte de bem receber e, que tenham nesta economia, um planejamento pautado em números e informações de qualidade. Sem que isso, porém, signifique impessoalidade nas relações.

O ano de 2006 deve ser o ano em que o empresário domine melhor as dimensões de seu negócio e se posicione de forma mais agressiva, sendo pró-ativo na divulgação e estruturação de seus produtos e serviços. Afinal a concorrência promete aumentar em todos os nichos de mercado.

Fontes:
Revista Host – www.revistahost.com.br
Ministério do Turismo – www.turismo.gov.br

COLUNISTA

Ana Cristina Trevelin

ana@portalbonito.com.br

Administradora, pós-graduada em Gestão e Manejo Ambiental, com cursos extra-curriculares nas áreas de turismo, meio ambiente e empreendedorismo. Consultora para Gestão e Planejamento em Turismo através da Bionúcleo – Gestão Ambiental e Empresarial e membro docente do IESF/UNIGRAN, nos Cursos de Administração Rural e Turismo.

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