BONITO / MS

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quarta, 20 de outubro de 2021

quinta, 26 de agosto de 2010

A Serra carbonatada da Bodoquena/MS

Ressalta-se que não esta no contexto qualquer orientação e indicação médica ou definição e classificação à saúde, quanto ao uso dessas águas da região da Serra da Bodoquena/MS. Mas simplesmente informar de maneira generalizada, as ações e relações da presença maior ou não dos minerais “cálcio” e “magnésio”.

Dois elementos químicos são evidentemente abundantes na região da Bodoquena/MS, com ações super interessantes desde na geologia e hidrogeologia, quando impregnados ou dissolvidos na forma de sais, até nas mais importantes atividades fisiológicas dos seres que por ali coabitam, em especial os humanos. Falamos dos elementos Cálcio-Ca e o Magnésio-Mg.

O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano, (1100 a 1200 g de cálcio). Mais de 99% do cálcio presente em nosso corpo se encontra depositado em tecidos como ossos e dentes. O resto é repartido entre outros tecidos (músculos sobre tudo) e o plasma sangüíneo. Assim, o cálcio na forma iônica, dissolvida em nosso plasma, corresponde a menos de 1% do total de cálcio que possuímos. Neste nível, o cálcio se apresenta ligado às proteínas, como também na forma ionizada indispensável às numerosas funções das células. É um elemento primordial da membrana celular na medida em que ele controla sua permeabilidade e suas propriedades eletrônicas. Está ligado às contrações das fibras musculares lisas, na transmissão do fluxo nervoso, na liberação de numerosos hormônios e mediadores do sistema nervoso, assim como na atividade plaquetária (coagulação do sangue). É muito importante que o nível de cálcio plasmático se mantenha dentro do normal.

Além disso, o elemento cálcio colabora basicamente na formação das partes duras, os dentes e os ossos, além da cartilagem e músculos, e é também essencial na manutenção de uma pele sadia. Age na estrutura dos nervos-SN para transmitir os impulsos. A carência de cálcio se manifesta em irritabilidade, acesso de ira, intranqüilidade nas crianças. Uma pessoa cujo organismo é pobre em cálcio se sente nervosa, incômoda, tensa, não conciliando facilmente o sono. Como já falamos os músculos também o necessitam, cuja  falta pode produzir convulsões e cãibras.

Já o elemento magnésio é indispensável às todas as formas de vida. O ser humano adulto possui naturalmente de 20 a 28 gramas do mesmo em seu corpo. Como nutriente essencial, preenche mais de trezentas funções no organismo humano, além de ser um preventivo, um tranqüilizante e energético. É o cátion intracelular mais importante, depois do potássio, mesmo menos abundante que os outros três grandes macro-elementos (sódio, potássio, cálcio). Nos últimos anos tornou-se a vedete nos assuntos fisiológicos com seu impacto sendo exagerado por alguns autores.

O papel fisiológico do magnésio é importante como regulador de centenas de reações enzimáticas além de intervir, igualmente, na duplicação dos ácidos nucléicos, na excitabilidade neural e na transmissão de influxo nervoso, agindo sobre as trocas iônicas da membrana celular. Ao nível do sistema cardiovascular, ele é um opositor do cálcio, servindo de seu regulador.

Parte importante do magnésio é fixado sobre os ossos sob a forma de fosfatos e bicarbonatos, e mais uma pequena parte entra na composição da massa molecular. Uma pequeníssima fração esta presente no sangue está ligada às proteínas, ionizada e fisiologicamente ativa. O estudo do metabolismo magnesiano constitui atualmente um campo em plena expansão, após um grande período de ignorância dos défices magnesianos e de suas repercussões sobre a saúde.

É o segundo cátion mais abundante nos líquidos intracelulares. Ativa a produção de enzimas do corpo e associado ao cálcio, fortalece os nervos e os músculos. É necessário no processo digestivo. Relaxa músculos e nervos, amacia articulações, cartilagens e tendões. Previne doenças cardiovasculares, ajuda no combate à depressão e o estresse. Atua sobre doenças cardíacas, como enfartes do miocárdio; evita a hipertensão, ativa o metabolismo do açúcar e da gordura, evitando ou reduzindo as complicações com diabetes. Também evita a fadiga muscular e física, cãibras, trombose, embolias, artroses, bursites, cálculos renais; é preventivo de enxaquecas, antialérgico e a prisão de ventre. O magnésio é considerado o tranqüilizante da Natureza.

A vida moderna, o sedentarismo, o alcoolismo e o tabagismo, induzem o indivíduo a necessitar de mais. As gorduras interferem com a absorção do magnésio e as taxas de açúcar aumentam a excreção urinária de magnésio, e a perda de magnésio pode contribuir para a hipertriglicemia, é que se concluiu em ratos sob déficit de magnésios submetidos à dieta com alto nível de sacarose, mas pobre em gorduras. As bebidas alcoólicas são também responsáveis pela eliminação do magnésio. O álcool e uma alimentação rica em glucídios e em lipídeos podem igualmente aumentar a eliminação de magnésio.

Se as circunstâncias da vida moderna passaram a exigir uma quantidade maior de magnésio, os aportes via alimentação parecem não atendê-la. Pelo contrário, eles parecem mesmo diminuír. Com efeito, os alimentos estão mais pobres em magnésio, devido à utilização seguida de adubos químicos e ao refinamento. É possível corrigir a depressão de magnésio por sua administração sob a forma de sais, ainda que os sais orgânicos pareçam de melhor assimilação.

COLUNISTA

Helcias de Pádua

helcias@portalbonito.com.br

Professor Helcias Bernardo de Pádua, Biólogo-C.F.Bio 00683-01/D; Conferencista em "Qualidade das águas"; Especialista em Biotecnologia-C.R.Bio 01; Analista Clínico - Hosp.Clínicas SP; Professor de Biologia e Ciências-L-94.718-DR 5 - MEC, desde 1975; Consultor, professor e colunista; Memorista-AGMIB/Assoc. Grupo de Mem. do Itaim Bibi/SP; Graduando em Jornalismo/FaPCom

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